"Um rio é uma corrente natural de água que flui com continuidade. Possui um caudal considerável e desemboca no mar, num lago ou noutro rio, e em tal caso denomina-se afluente"
Uma imagem não me sai da cabeça... Precorre os meus pensamentos de forma constante e persistente. A imagem de um Rio. Um Rio longo de àguas controladas, correndo de forma desenfreada e fluida até que se depara com os seus vários afluentes... Aí, por um momento, tudo parece parar para depois a sua água, que outrora fora uniforme, inseparavel e coesa, se dividir distribuindo-se de forma porporcional pelos seus vários afluentes. Um rio, efectivamente, caracteriza-se pela fluidez das suas àguas que correm aparentemente pacatas. Hoje acordei como se tivesse nadado horas interminaveis por um rio longo e tivesse acordado exactamente na altura em que me dividiria para me "desdobrar" pelos meus diversos afluentes. Será que de alguma forma poderemos ser comparados a um rio? Com uma estrada com vários atalhos? E se tentamos ir por todos os afluentes e atalhos que se nos deparam pela frente? Podemos dividirmos de forma equitativa por todos eles? Nesse caso, como caracterizar que tipo de rio somos? Que nome dar à nossa estrada? Hoje acordei com a sensação que nadei dias e dias, talvez meses ou anos por um longo rio... Uma jornada cansativa, exigente e longa, mas também onde pude descobrir ora pedrinhas coloridas e belas ora pedragulhos e rochedos que tentaram interceptar-me. Vi peixinhos esgios e com cores apelativas, tubarões e algas... Sinto que me encontro no final deste "Rio" e que perante mim estao varios afluentes... Opto por ir primeiro por aquele que me atrai pela sua constancia... Mas porque não voltar atrás e também dar uma braçadas no outro? Verdade que não é tão constante nem "sólido" mas corre de forma divertida e colorida. Sei que regressarei deste segundo afluente com os olhos cheios de cor e talvez alguns sorrisos de belezas momentaneas... Contudo, o vazio será insuportavel....
Mergulho sem medos, sem olhar par trás. Foste tu o afluente que escolhi. Assumo a minha escolha. Não quero ter tudo. Não quero ter nada. Não quero nadar e provar de todos os afluentes. Quero ser única, enverdar apenas pelo que quero. Assumir o que escolho. Ser assumida por quem me escolhe (...)
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2 comentários:
Um rio é um Universo, uma outra Dimensão. Água? Nem vê-la! Caudal? Uns dias mais, outros nem tanto. Outros, porém, tão curto que sufoco. Mar? Lago? Rio? Sou tão pequeno no meu riacho que não dou pela diferença…
Uma imagem emergiu de dentro de mim… Vai emergindo… ganhando contornos e definições. Está escuro, muito escuro… Breu. Não sou eu, não sei quem é ou sequer se é.
O tempo passa, passa devagar, e com ele a pressão sobe. Vai subindo até não puder mais. Eis então que subitamente o breu se transforma numa claridade tal que o Sol desconhece. Ou será apenas que sinto o choque da diferença? Digo sinto, mas não sei se sou Eu… O tempo passa, vai passando… Agora tenho a certeza. Sou Eu! Não sei o que sou, mas Sou. Olho à minha volta, olho para trás e para a frente, para baixo e para cima. Onde estou? Não sei, mas Estou! E daqui começo! Sou e Estou! Tudo o que tenho! Preciso de mais? O caminho o dirá. Caminho? Qual caminho? O Caminho? Um caminho? Não sei, mas parado, avanço. Tento parar, e estou parado, mas avanço. Quanto mais tento parar, e consigo, mais avanço…Resigno-me a seguir caminho, parado ou não. Insisto, resigno-me a seguir caminho, mas só porque não posso alterar esse facto. Olho á minha volta, e vejo o que passou quando estava parado, e perdi. Era bom? Mau? Bonito? Feio? Valioso? Não sei responder pois passou e não vi. E enquanto penso nisto vou passando e vendo mais do que via. É então que começo a aproveitar o que vejo, cresço com o que vejo. Vejo isto e aquilo, e gosto daquilo e desgosto daqueloutro. E vou fazendo caminho. Vejo, vou vendo… e tomo consciência que para ver umas coisas não vejo outras, mas eu quero ver tudo, e nesse momento não vejo nada. Oh, não! De novo a escuridão. Olho à volta, e volto a olhar e nada vejo. Sou cego. Estou cego! Num rasgo olho para dentro de mim e vejo. Luz, dentro de mim há luz. Tanta luz. Quis ver tanto, e tudo, que não me via. E quando tudo me faltou fique comigo. Mas o que sou? Sou aquilo que vi, gostando ou não, sou aquilo que vi. É isto que quero ser. Ou não. O que quero ser? O que posso ser? Mergulhado nestas questões o redor torna a aparecer e é assim que percebo!
2m, a minha resposta para ti jamais poderia faltar... Foi com surpresa e muita atenção que li o que escreveste... Quiçá até um pouco envergonhada pela minha demora... Mas tudo na vida tem um significado e certamente as demoras e os silencios também... ;-) Obrigada... Obrigada por teres mergulhado comigo, deixando-te levar por este rio, lago ou talvez mar que percorre este(s) enorme ponto de interrogação... Obrigada por teres viajado comigo... Pelas angustias, dúvidas, certezas imcubertas, mundos descobertos e tantos mais por descobrir... Fico com uma pequena (mas com tanto significado) frase... "O que posso ser?". Acredito que todos podemos ser tudo... Basta querer e... mergulhar! ;-) ... Espero que esta retirada fugaz não te faça desistir de viajares e mergulhares pelo meu blog (...)
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