O silêncio é apenas isso... Silêncio. Ou por ser "apenas" isso encerra em si tantos significados, teias, respostas e cores. Pois, para mim o silêncio tem cor, cheiro e textura... Por vezes sinto-a é rugosa com partes ásperas e macias. Por vezes sorri para mim e outras tantas dele tive medo... Tem olhos, nariz e boca. Vive e revive em mim. Por vezes, ultimamente mais do que o esperado, tento abafá-lo, não o ouço, quero amarrá-lo e tapar as orelhas para não o ouvir... Sim, é engraçado mas o silêcio ouve-se. Eu ouço-o... Por vezes bate como as ondas do mar leva-me e faz-me sonhar. Outras deixa-me numa ilha deserta ou repleta de passageiros idesejados que me atormetam e fustigam. Gosto dele. Sim dele mesmo. Do silêncio. Nunca me mente. É cru e nu. Não se pode mascarar, não se veste, nem fala, nem usa metáforas. Está sempre diante de mim. Assim como uma verdade imutavel, verdadeira e incómoda quiçá, mas verdadeira e genuina. Utilizo-o tantas vezes como resposta até mesmo como argumento. Como este que alguns meses apresentei neste meu espaço. O silêncio. Agoro voltei carregada de letras, frases, alegorias e histórias. mas ele continua... Não quero perder o meu guia, não quero deixar de me evadir e olhar de frente para a minha verdade... Ele que nos acompanha em todos os momentos, a quem não podemos mentir...
O silêncio.
"Uma pessoa sabe sempre a verdade, essa outra verdade que é oculta pelas representações, pelas máscaras e pelas circunstâncias da vida."
Sandor Márai, As velas ardem até ao fim
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